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Conhecidos desconhecidos

fevereiro 16, 2016



[leia escutando Depois das 3]

Ao passear na rua encontramos pessoas conhecidas, aquelas que eram íntimas há anos atrás, porém o tempo nos distanciou por causa dos caminhos diferentes que decidimos seguir, fora as coisas em comum que não existem mais, os lugares que deixamos de frequentar juntos. Aquele tempo era tão bom, né? Pena que não vai mais voltar.

Não há outra coisa aqui dentro além de todas as lembranças boas: sorrisos, gargalhadas, festas, aulas cabuladas, toda aquela nossa palhaçada, que durou pouco tempo, mas que foi tão bom que não tem como esquecer, apenas recordar e sorrir automaticamente.

Por ser tão bom estar do lado deles, passamos a vida toda procurando pessoas que se pareçam, que tenham a mesma vibe ou parecida, que nos façam sentir bem, que façamos bem também. Só que isso tudo está errado, não podemos mais ficar presos no passado, temos que viver um dia de cada vez, sem criar expectativas.


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2 Comentários

  1. Uau, que texto! Quantas vezes não me sinto assim, com essa saudosa lembrança, hj em dia eu encaro tudo sabendo que sempre é um ciclo que termina, nada é para sempre. Me lembro com muito carinho dos amigos de escola, nossas palhaçadas e intimidades, assim como os da faculdade, dos serviço anterior e assim por diante.
    Tempos que nunca voltarão, sentimentos e acontecimentos que não acontecerão novamente.
    Tudo vira uma memória, uma doce lembrança.
    O que se pode fazer? Essa é vida, cheia de ciclos abrindo e ciclos fechando, o jeito é encarar todos os momentos como únicos e viver intensamente cada um deles.

    Beijos, e parabéns pela bela reflexão!

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    Respostas
    1. Tu tem toda a razão, hoje consigo lidar melhor (ou não).
      Obrigada.
      Beijos

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